quarta-feira, 9 de março de 2011

Mudamos

Olá!

Nós mudamos de endereço.

E pós nós eu quero dizer eu e o blog. Espero que vocês gostem da versão 2.0 beta do Gerador de improbabilidade no Wordpress.

A nova URL é a seguinte http://geradordeimp.wordpress.com/ aparece lá, vai ter bolo.

E para comemorar ou acabar a comemoração com tristeza temos post novo http://geradordeimp.wordpress.com/2011/03/09/o-amor-e-como-war/


Como eu disse, espero que todos gostem. Quem não gostar reclame por email, na verdade se você não gostou vá se foder, afinal quando mostrei pra sua mãe ela amou.

O provável é improvável e nós continuamos achando que geramos conteúdo - por nós, leia-se, de novo, eu e o blog.


Beijos.

O amor é como War

"Às vezes o amor é uma ciência exata."

Me deparei com essa frase em um blog por aí. Eu acredito totalmente nela e nunca tive a capacidade de compilar as palavras de maneira tão simples e genial, erro meu.

Acredito que muito vão discordar de mim quanto a isso, mas, sim, o amor é uma ciência exata. Eu diria que em 80% dos casos - e tudo bem que isso já elimine o exatismo da coisa - pode-se prever o que o outro lado fará e, para isso, bolar planos e estratégias.

Eu diria que o amor é como War.


Você tem um campo e, desde o início da sua adolescência, quer conquistar territórios, até que um dia você alcança o objetivo maior e ganha o jogo. Nem todos ganham, alguns desistem antes e voltam mais tarde para outra partida.

E tenho que exemplificar isso tudo.

Você começa sua vida amorosa conquistando Dudinka, afinal, ninguém quer aquela porra e você precisa ser iniciado, precisa ter ganho algum território, conhecimento de batalha, para conquistas maiores. - Após isso Dudinka geralmente fica com alguns dos perdedores do jogo, perdedores no sentido do jogo, não quero ser processado por bullying contra quem nunca ganhou uma partida no War.

Depois de Dudinka você tenta conquistar o Brasil, nem tem motivo pra isso, não é seu objetivo, mas você nasceu aqui e acredita que seja a coisa certa a ser feita. Óbvio que você não vai conquistar o Brasil, não tem experiência para isso. O Brasil será conquistado por quem já está no seu 3° ou 4° jogo e tem exércitos sobrando.

Então você parte com tudo para a Europa e a Oceania. Só se deu bem com a Oceania, mas gostou do jogo, está mais experiente, sabe melhor o que esperar dos dados, sabe brincar com o conhecimento que tem - de você mesmo e dos inimigos, que nada mais são do que aqueles que você deve conquistar.

Na primeira investida na Europa você perdeu a segunda tem um cenário melhor.

E então você vai pros EUA. Lá é fifty-fifty, você ganha e perde, mas sai feliz e contente contando histórias para todo mundo.

Em 80% dos casos você perde seu primeiro jogo, alguém mais experiente leva.

O interessante é que quem ganha o primeiro jogo perde sua experiência, ganhar seu primeiro jogo significa um relacionamento mais duradouro, o que te deixa de fora de algumas partes do processo, novas partes do processo.

Quem continua jogando ou gosta do jogo e não quer parar ou está realmente cansado. Conheço muitos que estão de ambos os lados, é até bonito de ver os desesperados e os que fingem não ligar para as derrotas de algumas batalhas.

O amor, se não é uma ciência exata, é algo empírico. Viva para descobrir o que, quando, como e onde fazer, sentir, gostar, acreditar. Nada disso fez sentido, mas tudo bem, um dia vocês entendem.

P.S.: Eu não esqueci a Africa. Ela está sempre lá, ela ajuda alguns necessitados e auxilia outros na conquista do objetivo, só depende do jeito que você olhar pra ela.

P.S.: Repeti várias vezes uma série de palavras nesse post e não corrigi a pontuação. Se isso te incomodou lhe digo uma coisa: Foda-se, vá ler um livro.

Beijos.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Quando os outros nao existem para você

Ainda não comentei nada da Social Media Week por aqui. Não por ser um idiota egoísta que oculta informaçoes, ou coisa do gênero, mas por pensar que tudo que foi falado até aqui já foi falado em outras oportunidades, nao vi nada de muito novo ainda.

A coisa mais bacana que ouvi não foi exatamente sobre mídias sociais, apesar de servir pra isso também, na verdade serve pra tudo e todos.

Nós estamos vivendo de forma estranha, saímos com nossos fones de ouvido, querendo carregar o nosso mundinho perfeito para todos os lugares, temos nosso smatphone para os momentos do chamado, microtédio e isso nos faz sermos menos humanos, entendemos menos as pessoas.

Ninguém mais se diverte ouvindo conversas de ónibus, ninguém mais observa as outras pessoas, as outras pessoas parecem não importar mais para nós. Se elas não estão diretamente ligadas as nossas vidas, elas não importam, é como se vivêssemos em um mundo de fantasmas, zumbis que não comem nossos cérebros.

Recentemente li no Conector um texto-analogia sobre existirem zumbis reais - entra lá e - eu vou distorcer um pouco isso. Acho que a tecnologia transforma, para nós, os outros em zumbis, eles não importam para nós, eles estão mortos.

Se a vida dos outros não importa para nós, não sabemos o que eles fazem, do que se alimentam ou de onde vêem, eles não existem.

Isso é ser egoísta? Sim.
Isso é dançar conforme o mundo toca? Sim.

Não entendo como publicitários, futuros publicitários, jornalistas, e todo esse povinho que tem o ego mais cheio que baiacú assustado podem ser bons profissionais sem entender os outros.

Nascem em boa família, crescem ser ter problemas e acreditam que a referencia da empregada que eles tem em casa é o suficiente para entender a classe C, ou emergente, como foi chamado na SMW SP.

Acho que foi a Yent(?) uma menina da CuboCC, aliás, essa menina parece ser foda, quero trabalhar com ela um dia - espero ter essa capacidade, enfim foi essa menina Yent da CuboCC que disse que só de olhar alguém caminhando já se conhece melhor essa pessoa, muitas vezes insights úteis podem sair daí.

Muitos insights inúteis também podem sair daí, o que é muito melhor. O que é um brainstorm se não um grande amontoado de insights de merda?

Acredito que todos que trabalham com comunicação deveriam tirar o fone e colocar o preconceito de lado as vezes. Como você vai vender cerveja para a classe emergente se nunca foi em um boteco? Como você vai vender maionese se não consegue citar 3 maneiras diferentes de usar maionese? Como você vai vender camisinha se seu relacionamento já deixou tudo automático?

Como no post anterior, como no próximo - creio eu - como em todos que já saíram neste maldito e não lido blog, como você vai dizer que viveu se não teve uma vida? Como você vai contar uma historia, se você nunca teve uma historia?

Ou melhor: como você vai inventar uma história, se só conhece a sua?

Tire os fones, observe as pessoas. Tudo é interessante, tudo pode ser interessante. Todos valem a pena.

Tudo vale a pena, até aquele fim de semana furado quando você pegou aquela gordinha e acordou na cama dela, enquanto a menina se arrumava pra ir entregar jornal. Essa história não é minha, ouvi em um ónibus por aí.

O tempo deve ser ignorado

Estou passando semana em São Paulo, minha única semana de férias, e minhas únicas férias reais em muito tempo - nos anos anteriores eu estava trabalhando ou desenvolvendo um projeto ou outro, e estou hospedado em um hostel.

Isso pode ser considerado uma merda por aquelas pessoas mais adaptadas a todo tipo de luxo, pessoas, digamos, acomodadas, mas eu vejo isso como uma oportunidade de
conhecer gente do mundo todo sem sair da porcaria do Brasil, ou seja, conhecer gente gastando pouco.

Ando falando com muita gente e o que tenho percebido é que ninguém sabe o que fazer da vida. Mesmo. Canadenses, francesas, eslovacos, brasileiros... Ninguém sabe o que fazer.

As pessoas se formam e saem para viajar, conhecer o mundo e quando voltar para casa - uns 8 meses após terem iniciado a viagem, ainda
não sabem o'que querem fazer da vida. Detalhe: essas pessoas tem 24, 25, algumas até 30 anos.

Tem essa menina brasileira que é formada e tem um mestrado, ela só tem 30 anos, ela
não sabe o que fazer. Voltou para Brasil na semana passada, depois de trabalhar por 6 meses em um hostel na Argentina, outro detalhe: trabalhar por casa e comida.

Sempre pensei que se eu chegasse a fazer um mestrado seria por ter certeza de querer fazer aquilo, por amar meu trabalho e amar estudar, mas essa menina tem um mestrado e
não gosta do que faz, se gostasse não teria largado tudo por 6 meses, largado tudo em troca de casa e comida somente. Sim, ela não ganhava dinheiro no hostel, somente um lugar pra dormir e comida.

Acho que uma
experiência dessa é válida, é do caralho para a vida de qualquer um, mas sempre acreditei que você primeiro faria algo assim e depois escolheria a sua profissão, afinal ela é 'para o resto da vida'.

Acima de tudo é bonito ver alguém com coragem de fazer algo que gosta, ou, pelo menos, de ficar em stand by por um tempo, até decidir o que fazer da vida.

É estranho, também, ver as
diferenças da cultura. Se eu decidir viajar agora, com meus 21 anos, largar tudo para isso, faculdade, estágio, amigos, tudo, serei chamado de louco. Ouvirei os piores xingamentos e sofrerei censura dos meus pais, mas aqui eu conheci umas três pessoas que saíram para viajar e ainda não sabem o que querem fazer da vida e está tudo bem, isso não é considerado um problema.

Eles entram na faculdade mais velhos, com
mais experiencia, com mais vida vivida.

Nós entramos na faculdade jovens, indecisos, perdidos, escolhemos o que tem o nome que mais se parece com o que pensamos que somos e pronto, temos um diploma, a
questão, então é saber o que fazer com ele.

Se no Brasil o tempo é um problema, no resto do mundo o tempo é uma espécie de pilar fundamental a ser ignorado.
Não ignorado completamente, mas só até o próprio tempo fazer algum sentido.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ponha-se no seu lugar

Todo mundo acha que é mais legal do que parece. Você também deve achar isso. Você deve pensar que aquela piada que fez foi sensacional, todos riram. Não, não foi. As pessoas riem para não deixar você sem jeito. Isso já mostra o quão sádico e maléfico o ser humano é. Elas querem que você continue fazendo piadas idiotas para rir da sua cara, falar das suas costas.

Aposto um pedaço do meu debilitado fígado que todo mundo já pensou 'vou falar isso, vai ser genial!' e falou. Triste. Pareceu que ninguém se importou? Pior ainda.

Aí nota-se a diferença entre os amigos e os conhecidos.

Se você fala algo completamente idiota perto de um amigo, ele vai zoar você. Porém, se você fala alguma coisa totalmente idiota perto de um conhecido ele pode fazer duas coisas, a primeira - fingir que não entendeu e seguir o rumo da conversa e a segunda coisa que ele pode fazer é dar um sorriso amarelo enquanto pensa 'puta merda, que cara idiota'.

Isso acontece muito nos relacionamentos. Dizem que Maria Antonieta fez a piada do brioche para alguns conhecidos, estes, por sua vez, não entenderam que era uma brincadeira e passaram a informação adiante. O negócio se espalhou mais do que sangue de barata esmagada e deu no que deu. A coitada da Maria Antonieta - que aliás foi muito bem interpretada pela ótima Kirsten Dunst no filme da mulher que só faz filmes iguais - morreu guilhotinada.

Tudo isso por culpa de uma piada ruim e de você achar que é mais legal do que realmente é. Ponha-se no seu devido lugar. Nós, vós e eles.


Beijos.

*Zoar é uma palavra estranha, não?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Bons tempos em que eu era um canalha...

"Bons tempos em que eu era um canalha..." as melhores histórias que já ouvi começaram com essa frase. Todas histórias do meu tio Eduardo que quando se passava no vinho começava a soltar pérolas de um passado tão velho quanto as tampas de bueiro datadas da década de 40, sim, algumas tem data de fabricação, você não presta atenção nas coisas?

Os bons tempos em que meu tio Eduardo era um canalha não eram bons, eram ótimos. Eduardo conta das tardes que passou aproveitando o fruto do labor de esposos respeitáveis e a hospitalidade de esposas não tão respeitáveis assim. Resumindo: meu tio Eduardo era um canalha que se aproveitava de coroas solitárias, bem que ele fazia.

Uma das histórias que Eduardo conta é de quando ele conheceu minha tia, a Maria. Ele conta que foi visitar essa distinta senhora, uma visita sem fins lucrativos, afinal tio Eduardo não era um michê, ele fazia tudo aquilo pelo prazer de dar felicidade as pobres e necessitadas senhoras ricas de antigamente. Nessa visita Eduardo se deparou com a filha dessa distinta senhora e ficou apaixonado.

Não conseguiu ganhar minha tia com sua lábia de nível profissional, aqui está um fato importante sobre Eduardo: o filme de Godard - À Bout de Souffle, foi inspirado na vida dele, ao menos o papinho irresistível que Belmondo metralhava para todos os lados.

Então meu tio iniciou a tarefa mais complicada da vida dele, conquistar minha tia Maria.

A tia Maria era um ser humano fechado, confiante de si, ela sabia o que queria e sabia o que não queria. Por algum motivo Maria colocou na cabeça que não deixaria Eduardo escapar, ou seja, ela faria ele se casar com ela. Como? Se hoje em dia as mulheres dão e engravidam para segurar o homem que querem minha tia Maria tentou outra abordagem. Não deu e segurou o homem que queria.

Resistência. Perseverança. Capricho. Excesso. Pureza. Inocência. Safadeza. Tudo isso poderia ser encontrado no âmago de ambos amantes, amantes que não haviam amado de fato, ao menos ainda não haviam.

Bons tempos em que eu era um canalha. Hoje qualquer adolescente que acaba por ficar com três meninas em uma festa de músicas com 4 acordes eletrônicos tocadas em looping se considera um canalha. Com o passar do tempo as coisas ficam mais liberais, ficando mais liberais as coisas ficam mais leves. Mais leves porque perdem o sentido.

Enfim o dia em que Eduardo casou com Maria chegou. Ela chegou virgem ao altar - ao menos virgem para meu tio, e ele chegou com sua fama de cafajeste morta, minha tia havia matado ela - mal sabia ela das farras nas zonas suburbanas da cidade, ah a canalice.

Eduardo foi para a noite de núpcias com Maria. Eduardo entrou, matou sua vontade e saiu para a rua para viver mais um pouco. Maria não deixou por menos, voltou para casa e continuou seus trabalhos normais.

Eles estão juntos até hoje.

Naquele mesmo dia Eduardo encontrou a segunda mulher da vida dele. O que me faz pensar em uma pergunta que tentarei responder em algum outro post: quantas mulheres perfeitas podem existir na vida de um homem?

Beijos.

Se o Curtir fosse real

Imagina se o tal botão de 'Curtir' do Facebook fosse parte do mundo offline, seria muito legal. Você vê aquela gostosa passando na rua, dá um tapinha no Curtir dela e pronto, ela esta curtida e todos seus amigos ficam sabendo da sua preferência por morenas fartas e bem apessoadas.

Você está esperando o ônibus e bate um vento forte, a saia da loira que está atravessando a rua é fina como seda, talvez até seja feita de seda, e voa, mesmo presa a cintura da moça a saia entra em um redemoinho impossível de controlar, a saia voa para cima deixando a mostra as pernas bem depiladas e bronzeadas peço verão. Curti.

Agora, se isso existisse teríamos que ter um contraponto, algo como um botão de Merda (este foi o ponto em que me perdi no post e fui fazer outra coisa, voltando pra terminar o mesmo horas depois) enfim, esse botão de Merda seria muito usado.

Você entrou em um ônibus lotado? Merda.

Você precisa usar o banheiro, tá apertado, e só tem o banheiro do boteco mais sujo da cidade, daqueles que se você pudesse escolher entre lutar sumo com um cara de 213 kg e usar o banheiro você lutaria? Merda.

Tá na praia e passou aquela gorda escrota rebolando os catupiris como se fossem um troféu ganho em um concurso de quem come mais maminha mal passada? Merda.

Foi visitar a família da namorada e ficou todo empolgado quando cumprimentou a irmã da eleita? Merda.

Com certeza o botão de Merda seria mais usado que o Curtir, ainda mais no Brasil. Entenda isso como queira.

Se eu te curto você me curte?

Não. Definitivamente, não.